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Primeira
Leitura: At 1,15-17.20-26
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O M E N T Á R I O
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O
evangelho de João nos envolve na atmosfera do amor de Deus. O
amor de Jesus e do Pai é comunicado a nós também!
Somos carinhosamente impelidos a observar os mandamentos de Jesus, a
guardar a sua palavra, ter fé e praticar o que ele viveu, seguir
seu exemplo de serviço. Jesus os resume neste seu "novo"
(Jo 13,34) mandamento: "Amai-vos uns aos outros, assim como eu
vos amei". É uma novidade na história do mundo e
das religiões. É tarefa humanamente impossível,
pois se trata do amor divino! Mas a tarefa se torna viável uma
vez que o próprio Jesus nos comunica este amor ao nos escolher
e nos designar para darmos frutos que permaneçam. Este amor é
solidário e comunicativo, na comunidade e na missão, tornando-se
fecundo pela oração.
| Terça-Feira,
15 de Maio de 2012 |
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V A N G E L H O |
Primeira Leitura:- At 16,22-34
Salmo: 138(137)
Evangelho:- (Jo 16,5-11)
“O
trabalho do Espírito Santo!”.
- Eu não disse isso antes, porque ainda estava com vocês. Porém agora eu vou para junto daquele que me enviou. E nenhum de vocês me pergunta: "Aonde é que o senhor vai?" Mas, porque eu disse isso, o coração de vocês ficou cheio de tristeza. Eu falo a verdade quando digo que é melhor para vocês que eu vá. Pois, se não for, o Auxiliador não virá; mas, se eu for, eu o enviarei a vocês. Quando o Auxiliador vier, ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma idéia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus. As pessoas do mundo estão erradas a respeito do pecado porque não crêem em mim; estão erradas a respeito do que é direito e justo porque eu vou para o Pai, e vocês não vão me ver mais. E também estão erradas a respeito do julgamento porque aquele que manda neste mundo já está julgado.
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O M E N T Á R I O
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Tendo
já anunciado o envio do Espírito (Jo 15,26), Jesus esclarece
seus discípulos com mais detalhes. João é o único
evangelista a referir-se ao Espírito com um termo (paráklêtos)
que tem um amplo sentido, englobando as várias traduções
adotadas (Defensor, Consolador, Advogado, etc.).
Jesus fala em sua partida, o que causa tristeza nos corações
dos discípulos. Sentir-se-ão sós, em um mundo de
conflitos. A partida de Jesus é o fecho de sua vida que foi plenitude
de dom de amor aos discípulos e ao mundo. O amadurecimento da
compreensão da vida de Jesus exige tempo. Na ausência de
Jesus é o Espírito de Verdade e de Amor que os iluminará
neste amadurecimento e os fortalecerá na perseverança
no seguimento de Jesus. Pelo Espírito, os discípulos encontram
a nova forma de presença de Jesus.
O Espírito fará os discípulos verem que os valores
oferecidos pelo mundo levam ao pecado da rejeição a Jesus.
Verão também que o anúncio da justiça feito
por Jesus foi coroado com sua ida para o Pai, e que a estrutura opressora
do mundo e seu chefe estão condenados.
| Quarta-Feira,
16 de Maio de 2012 |
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V A N G E L H O |
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O M E N T Á R I O
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Durante
a última ceia, nas palavras de Jesus aos seus discípulos
pode-se perceber como eles sempre tiveram dificuldades de compreendê-lo
em seus propósitos e em seu anúncio. Os cerca de três
anos de convívio durante o ministério de Jesus não
chegou a remover-lhes as expectativas messiânicas tradicionais.
A prática libertadora e vivificante de Jesus deixava-os perplexos.
Mesmo depois da crucifixão de Jesus, os discípulos foram
lentos em perceber a continuidade de sua presença entre eles.
Jesus mencionou o envio do Espírito Santo, que guiará
os discípulos em toda a verdade. É o Espírito que
já estava presente em Jesus, mas que fica em destaque a partir
da ocultação do Jesus visível e sensível.
Há uma perfeita comunhão entre Jesus, o Pai e o Espírito,
sendo o ensinamento deste a continuidade do ensinamento de Jesus. É
o Espírito que ajudará os discípulos a compreenderem
o projeto de Deus para mundo.
O Espírito Santo é revelador de toda a verdade, em todos
os tempos, em todos os povos. É a revelação da
presença de Jesus, hoje, entre os discípulos reunidos
em comunidades que se empenham na construção do mundo
novo, no qual é abolida a violência e vive-se a paz.
| Quinta-Feira,
17 de Maio de 2012 |
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V A N G E L H O |
Primeira
Leitura:- At 18,1-8
Salmo: 98(97)
Evangelho:- (Jo 16,16-20)
“Tristeza
e alegria!”.
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O M E N T Á R I O
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Uma
das características do evangelho de João é o uso
da repetição didática de palavras ou frases. A
afirmação sobre o ver e o não ver Jesus é
repetida três vezes, e a dificuldade de entendimento dos discípulos
fica patente.
Jesus já mencionara a sua partida, causando receios e tristeza
nos discípulos que já vinham experimentando as ameaças
do poder religioso do Templo e das sinagogas. Jesus os confortara com
a promessa do Espírito que é Verdade e Amor. Agora esclarece
que ele próprio voltará a estar presente entre os discípulos.
Dentro de pouco tempo os discípulos não mais verão
(theôreite - visão sensível) Jesus. Com mais um
pouco de tempo eles o perceberão (opsesthe) em sua presença
que foge aos sentidos.
De início os discípulos se entristecem com a morte de
cruz e a ausência de Jesus. Mas logo se alegrarão com a
presença do Espírito e do próprio Jesus, percebendo
que a todos é concedido o dom da vida eterna, o que renova a
face da terra, gerando um mundo novo.
| Sexta-Feira,
18 de Maio de 2012 |
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V A N G E L H O |
Primeira
Leitura:- At 18,9-18
Salmo: 47(46)
Evangelho:- (Jo 16,20-23a)
“A alegria da presença de Jesus!"
Pois eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês
vão chorar e ficar tristes, mas as pessoas do mundo ficarão
alegres. Vocês ficarão tristes, mas essa tristeza virará
alegria. Quando uma mulher está para dar à luz, ela fica
triste porque chegou a sua hora de sofrer. Mas, depois que a criança
nasce, a mulher fica tão alegre, que nem lembra mais do seu sofrimento.
Assim acontece também com vocês: agora estão tristes,
mas eu os verei novamente. Aí vocês ficarão cheios
de alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês.
- Quando chegar aquele dia, vocês não me pedirão
nada.
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O M E N T Á R I O
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Jesus conclui sua fala de despedida, com a
promessa de sua permanência entre os discípulos.
O mundo, com seu chefe, alegrar-se-á com a morte de Jesus, pensando
ter assim garantido o seu poder. Os discípulos chorarão
e lamentarão os sofrimentos e a morte de Jesus e a sua ausência.
Porém, a tristeza é passageira. Com o dom do Espírito
e a nova manifestação de Jesus, a alegria voltará
para ficar para sempre.
Em conclusão, Jesus usa a comparação da mulher
que dá à luz uma criança. A imagem do sofrimento
do parto que antecipa o surgimento da vida é usada com frequência
no Antigo Testamento. No Novo Testamento, Paulo fará uso desta
imagem, ele próprio sofrendo as dores do parto até que
Cristo seja formado em seus discípulos (Gl 4,19). Também
a própria criação sofre como que em um parto, aguardando
a sua libertação (Rm 8,22). A alegria é a alegria
da vida, a alegria de viver. Esta alegria se torna estável e
permanente quando, mesmo nos sofrimentos, tendo Jesus, se percebe que,
no amor, a vida é eterna e a morte não tem poder sobre
ela.
| Sábado,
19 de Maio de 2012 |
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V A N G E L H O |
Primeira
Leitura:- At 18,23-28
Salmo: 47(46)
Evangelho:- (Jo 16,23b-28)
“Vencendo
o mundo!".
E eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês
pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele lhes dará. Até
agora vocês não pediram nada em meu nome; peçam
e receberão para que a alegria de vocês seja completa.
E Jesus terminou, dizendo:
- Eu digo essas coisas a vocês por meio de comparações.
Mas chegará o tempo em que não falarei mais por meio de
comparações, pois falarei claramente a vocês a respeito
do Pai. Naquele dia vocês pedirão coisas em meu nome. E
eu digo que não precisarei pedir ao Pai em favor de vocês,
pois o próprio Pai os ama. Ele os ama porque vocês, de
fato, me amam e crêem que vim de Deus. Eu vim do Pai e entrei
no mundo. E agora deixo o mundo e vou para o Pai.
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O M E N T Á R I O
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A
oração do Pai-Nosso, nos evangelhos de Mateus e Lucas,
é simplesmente dirigida ao Pai. O evangelho de João completa
o sentido da oração. Trata-se de pedir ao Pai em nome
de Jesus. Pedir em nome de Jesus é pedir em comunhão com
ele. Jesus não é um intercessor separado, que permanece
à parte, mas intercede em comunhão conosco. O intercessor
já é o próprio Deus, presente e atencioso às
nossas necessidades. O impulso da oração brota do nosso
convívio com Jesus e da inspiração do Espírito
Santo.
Jesus falará claramente aos discípulos através
do Espírito Santo que enviará conjuntamente com o Pai.
A oração de Jesus pelos seus funda a comunidade e a consolida
com o dom do Espírito Santo. Com a iniciativa do pedir, o discípulo
integra-se no projeto de Deus em renovar todas as coisas, inserido em
comunidades solidárias que testemunham o amor que jorra para
a vida eterna.
A presença de Jesus junto ao Pai, como realidade da humanidade
divinizada, se constitui em vínculo de comunhão eterna
entre Deus e esta humanidade.
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